28 October, 2010

Triologia de Bob Dylan


How many roads must a man walk down before you call him a man? Pergunta bastante pertinente para um miúdo com 21 anos. E assim começa a história de um rapaz vindo de uma pequena cidade trabalhadora dos EUA.

Falamos de um Bob Dylan no seu início de carreira em que a sua voz era "berrante" e as suas letras magníficas de protesto; como também da sua passagem tão criticada (pelos seus fãs na altura) do folk para o blues, onde imperava a guitarra eléctrica e por fim de um Bob Dylan com uma banda por trás. Isto sim, era Dylan no seu melhor. Tanto nos anos 60, como nos 70, fomos "abençoados" com grandes álbuns e grandes músicas deste poderoso artista que ainda perduram até aos dias de hoje. As suas músicas são clássicos presentes e intocáveis, mas onde queria chegar era a uma verdadeira triologia Bob Dylan. Falamos de Bob Dylan enquanto novo, com a sua música "simples", que usava guitarras que desbravavam novos caminhos, e onde o mais engraçado era a sua voz. Marcou um geração, e evoluíu sempre de uma forma estupenda. Já lá vão os anos onde a música parecia "simples". Hoje em dia Dylan faz grandes obras, típicas de grandes artistas.

Falo da "triologia Dylan" (Love and Theft; Modern Times e Thogheter through life). Aqui, podemos ver a evolução do artista, da maneira como soube envelhecer e continuar a fazer música com qualidade. Vemos nestes albuns a maturação, tanto ao nível instrumental, como ao nível da voz. Aqui, mais poderosa (rouca) mas onde sabe colocar e "brincar", sem nunca perder a noção do que é cantar. Isto tudo para dizer que, ouvindo Dylan do início de carreira e Dylan dos últimos álbums, vemos que temos um Dylan com uma maturidade inacreditável, tanto ao nível sonóro (instrumental) como com o seu próprio instrumento (a voz).

Well, now time passed and now it seems
Everybody’s having them dreams
Everybody sees themselves
Walkin’ around with no one else
Half of the people can be part right all of the time
Some of the people can be all right part of the time
But all of the people can’t be all right all of the time
I think Abraham Lincoln said that
“I’ll let you be in my dreams if I can be in yours”
I said that

Ass:Dylan Thomas

26 October, 2010

21 October, 2010

Hoje no Porto - Toro Y Moi "Talamak"



Este vídeo dos Toro Y Moi toca numa questão que sempre foi alvo da minha curiosidade. Porquê é que as pessoas gostam de fogo de artifício? ... "Ah vamos para aquele sítio porque se consegue ver o fogo do 4th of July, do São João, da Passagem de ano ... etc etc."

Porque é que ninguém questiona isto de "ver o fogo". Segundo o Wikipédia, a pirotécnia foi inventada para entreter os imperadores chineses, seguindo esta lógica de pensamento-entertainer, parece-me muito mais lógico ir buscar o Bobo da corte e usá-lo para dar estes 30-seconds-of-pure-hapiness que nós (os que mais ordenamos) queremos.

17 October, 2010

Die Antwoord



yin–yang T-shirts, gold teeth, old school tatoos, LES undercut and immigrant accents.

15 October, 2010

El Guincho - Bombay






The hottest images of 2k10 music video history.

14 October, 2010

Dead Can Dance - The Carnival Is Over



Repetindo ideias, porque também a vida se repete. Volto ao assunto... "Porque é que eu não ouvi falar nisto antes?".

Foi num almoço vegetariano que ouvi pela primeira vez (acho) este som de diocese de cidade pequena com pretensões universais. O vídeo exposto é o icing on the cake. Uma espécie de amigos do gaspar trancados numa nave espacial com o major tom (das "ashes to ashes"), a sussurrar ao ouvido do bobo da corte do rei D.João I.

09 October, 2010

SKIN FLOWERS - THE YOUNG GODS - 1992



If there's a chance of seeing Cloe Sevigny in the crowd is because they are cool. No doubts.
January they are gonna be in PT. Cantewait.

05 October, 2010

Pop Dell'Arte - Wild'n'Chic





Deixada de lado a coroa de César Augusto, João Peste apresentou-se, no passado Sábado, na Casa da música, sem artifícios ou pinturas. A sua aparência crua e seca, de estrutura óssea visível - dos olhos às mãos - parecia naquela noite, um contra senso à magistralidade da sua música. Com o seu ondular dos braços e voz cadavérica, Peste juntou o público no cume de uma montanha qualquer, onde uvas cresciam do chão e aves azuis falavam línguas a(latim)adas.

02 October, 2010

Beard manifesto take #4

Yesterday at L.E.S.





Last week, my friend Julien gave me two things gossip and some songs from the Feelies.
I had to publish this pictures... they look like they were taken Yesterday afternoon at LES. As for the gossip it turn out to be a joke... Thanks Julien for telling me Tomo was banging a Greek dude that he met at Columbia!

BTW is it the first guy in the last photos Billy Corgan's dad?