Et je me suis souvenu.



For those of who think Porto is not fresh and inspiring.
Today, Omar Souleyman at casa da música.

Nos anos 80 as mulheres eram mais mulheres. E os homens sem o saber também o foram. O Cabelo era o acesso da fúria estética, por ele fazia-se tudo ou quase tudo. E António Variações “era o que melhor penteava em Lisboa”MIS. Cabeleireiro, Músico, Ícone estético, Revolucionário sexual, Variações foi mais de “o que se podia ser”, foi além da sua geração gerando mais do que esta aceitava. Aceitou-o em força por ser forçada e viu nascer a arte deste artista português... sem saber muito bem como.
Cantou em tom de ingenuidade campestre as perversidades da mente citadina. Passava e todos o viam mas quando cantava ninguém o ouvia. Foram precisos anos para ser reconhecido. Outros anos passaram, e ninguém em Portugal consegue equiparar a sua originalidade, as suas roupas, os seus vídeos ou mesmo a dúbia simplicidade das suas canções.
Marcou-nos com músicas cantadas em tom efémero, que falam muito de um momento, de uma passagem, de um amor divertido sem consequências: “tu estas livre e eu estou livre e há uma noite para passar, porque não vamos unidos porque não vamos brincar à aventura dos sentidos” e depois, apenas o corpo é que paga.